Nesta quarta-feira (25), o diretor-presidente da Geap, Douglas Figueredo, participou do painel sobre “Os crescentes desafios da saúde suplementar no Brasil”, durante o Global Fórum Fronteiras da Saúde, evento internacional que acontece em Brasília. Também participaram da discussão do tema o presidente da Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), Renato Casarotti; o médico, doutor em Saúde Coletiva, Denizar Vianna Araújo; e, como moderador, o advogado Henrique Frizzo.
Em sua fala, Douglas mostrou dados positivos da Geap e defendeu o planejamento como o caminho para encarar os gargalos do setor. “Há como enfrentar o problema usando um planejamento estratégico, olhando para os números. Me assusta como tratamos hoje os números no Brasil, nas operadoras e na saúde suplementar. Os dados são fundamentais nesse processo. Por isso eu reforço que a maneira certa de tratar o assunto é com planejamento e gestão.”, destacou o diretor-presidente da Geap.
Ele propôs uma atuação mais harmônica entre aos principais parceiros de negócio e investimento na Atenção Primária à Saúde (APS) e na telemedicina como rotas necessárias para se enfrentar a crise. Entre outras ações elencadas por Douglas como fundamentais estão a redução do tempo de pagamento aos prestadores, com a melhoria nas auditorias com a redução do número de glosas e o fortalecimento da relação da tríade Geap (prestadores, beneficiários e operadora).
Os demais participantes do painel concordaram que a sustentabilidade do setor de saúde suplementar depende da cooperação entre todos os atores envolvidos – operadoras de saúde, instituições de saúde, o poder público e a sociedade em geral -, com olhar voltado para ações para maior e melhor uso da APS.
“Precisamos ampliar o diálogo na área de saúde”, observou Casarotti. Denizar reforçou que “a APS deve fazer, de fato, parte do sistema de saúde com uma forma de vencer os problemas do setor”.
Avanços em meio à crise
Douglas levou ainda para o evento sua experiência de gestão à frente da Geap, destacou os números positivos que as ações realizadas, desde fevereiro deste ano, já alcançaram. “Nos últimos quatro anos a Geap perdeu mais de 160 mil vidas. Em 2023, de fevereiro para cá, foram mais de 36 mil adesões. Registramos o maior crescimento percentual de carteira entre as principais autogestões de fevereiro a julho. Nossos resultados operacionais estão sendo positivos ainda com todos os desafios do setor”, detalhou.
Para finalizar, o diretor-presidente da Geap destacou a importância da ESG, que trata de ações de sustentabilidade na gestão, levando em conta aspectos ambientais, sociais e de gestão. “Vamos implementar o papel zero na nossa relação com os prestadores em 2024. Além disso, avançamos na equidade entre homens e mulheres, com a meta de igualdade nos cargos de gestão, além disso, disponibilizamos a vacina para HPV para nossas beneficiárias, bem como o mais moderno contraceptivo do mercado, o Implanon”, finalizou.
Global Fórum Fronteiras da Saúde
Criado em 2019 pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, uma Organização da Sociedade Civil fundada em 2008, o evento reúne agentes da sociedade para “discutir, delinear caminhos e propor soluções para a necessária e urgente questão da sustentabilidade dos sistemas de saúde público e suplementar”. De acordo com o site oficial, a instituição estabelece uma agenda propositiva que possa ser aplicada nas ações de políticas públicas e nortear decisões da iniciativa privada.
A edição de 2023, que segue até amanhã, contou com a presença de especialistas nacionais e internacionais, gestores de saúde das esferas federal, estadual e municipal; acadêmicos e pesquisadores na área da saúde pública; profissionais da saúde; representantes do setor privado de saúde e de demais segmentos da economia impactados pelo peso de uma conta que não fecha, não só no Brasil, mas em inúmeros outros países do mundo



