
Nesta segunda-feira (6), o diretor-presidente da Geap, Douglas Figueredo, foi recebido pelo diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), Dr. Jarbas Barbosa, e pela representante da Opas e da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil, Socorro Gross. Na reunião, realizada em Brasília, eles falaram sobre a possibilidade de parceria da autogestão com o Órgão, no modelo de cooperação internacional, para troca de experiências que permitam reposicionar a Operadora diante dos avanços mundiais na área da saúde – mais voltados para prevenção e promoção. As ações teriam como foco o fortalecimento do cuidado aos servidores públicos em todo o país – base de beneficiários da Geap e vistos como profissionais estratégicos no enfrentamento de pandemias e crises sanitárias.
“Queremos ouvir experiências de sucesso realizadas lá fora, na área da atenção básica, inovações tecnológicas, tratamentos oncológicos. Não podemos estar iniciando agora o que já foi realizado lá fora e pode ser adotado por nós no sentido de fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS), na área de doenças transmissíveis, na triagem, e no acompanhamento e enfrentamento do câncer, por exemplo”, observou Douglas.
Durante a audiência, Dr. Jarbas sugeriu a realização de uma segunda agenda, envolvendo as equipes técnicas da Opas e da Autogestão, no intuito trabalhar ações de colaboração para atuações eficazes na ampliação dos serviços de APS para o público da Geap, incluindo o processo de inovação digital.
“Estamos em uma transformação na área da saúde. A pandemia empurrou todos para o uso da telemedicina, com a realização de teletriagens, e estamos trabalhando a consolidação da APS em vários países. É muito interessante, até mesmo, pois permite tornar solvente o modelo das operadoras de saúde. Estamos acompanhando boas experiências no Chile, no México, nos Estados Unidos” disse Dr. Jarbas.
Para o diretor da Opas, uma cooperação técnica, com a participação do conselho consultivo da organização, pode auxiliar a identificar padrões e tendências de atendimentos adequados para o melhor acolhimento dos beneficiários com o perfil da Geap.
A representante da Opas e da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil, Socorro Gross, observou que há uma evolução mundial no tratamento de pacientes hipertensos, diabéticos e no setor de saúde mental, ou seja, um circuito de capacitação para o enfrentamento de doenças não transmissíveis que pode ser interessante para a Geap e demais autogestões. “A cooperação tem garantido bons resultados e permitido aplacar problemas do sistema de saúde que ficaram evidentes durante a pandemia. No Brasil a situação permitiu identificar profissionais não treinados, protocolos ultrapassados”, ressaltou ela.
Nova Gestão – Na ocasião, Douglas destacou também os avanços da Geap nos últimos oito meses. Explicou como atou, após assumir a diretoria da autogestão, para reverter a crise na Operadora que apresentava queda acentuada da carteira de beneficiários. “Nos últimos quatro anos, a Geap perdeu mais de 200 mil vidas. Em 2023, de fevereiro para cá, foram mais de 36 mil adesões. Registramos o maior crescimento percentual de carteira entre as principais autogestões de fevereiro a julho. Nossos resultados operacionais estão sendo positivos ainda com todos os desafios do setor”, detalhou.
O diretor-presidente também falou sobre ações de ESG – sigla que representa um conceito que trata de ações de sustentabilidade na gestão, levando em conta aspectos ambientais, sociais e de gestão – que também começam a ser adotadas na casa. “Iniciamos a política de igualdade de gênero em cargos de gestão, além disso, disponibilizamos a vacina para HPV para nossas beneficiárias, bem como o mais moderno contraceptivo do mercado, o Implanon.”, acrescentou.
Outra ação valorizada por Douglas Figueredo foi a aproximação com as outras duas autogestões que, juntas à Geap, estão entre as três maiores do setor com um total somado de mais de um milhão de vidas e um faturamento de R$ 12 bilhões: a CASSI, dos servidores do Banco do Brasil; e a Postal Saúde, dos servidores dos Correios. O objetivo é buscar soluções em conjunto que impactem na qualidade, permitindo aprimorar serviços, ampliar a oferta de atendimento aos beneficiários, além de redução no custo assistencial.
“Uma ação conjunta com certeza permitirá avanços e mais força para enfrentar os desafios da área, além de nos levar a entregar a melhor assistência do país em aspecto de qualidade”, finalizou.



