
Nesta sexta-feira, 13 de março, a Geap Saúde concluiu o primeiro ciclo de palestras de mais uma edição do Programa de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação, lançado em setembro de 2025 e que já percorreu diversas cidades do País disseminando informações primordiais para a construção de ambientes mais éticos, respeitosos e seguros. Os encontros ocorreram também nos dias 11 e 12 de março (voltado para os gestores) e terão continuidade na sede da Operadora e em outras regiões do Brasil.
Com o auditório lotado em todos os encontros, gestores e colaboradores receberam informações detalhadas sobre o que é e o que não é assédio moral e sexual, discriminação, microagressões e vieses inconscientes, prevenção e instruções de como denunciar.
O programa foi apresentado como parte de um compromisso institucional voltado à construção de climas organizacionais alinhados aos valores da instituição, com o propósito de fortalecer a prevenção e o enfrentamento de situações de assédio e discriminação, agindo antes que qualquer situação aconteça. E, caso ocorra, ter recursos claros para enfrentar o problema, conscientizando as pessoas de que o sucesso do Programa depende também do engajamento do próprio corpo funcional para produzir resultados.
Durante as apresentações, foi destacado, ainda, que a iniciativa também prevê mecanismos de acolhimento e orientação aos empregados, ressaltando que o objetivo da ação não é gerar receio entre os colaboradores, mas promover um espaço de trabalho mais saudável. “Não queremos criar terror ou medo. Queremos que, com o tempo, haja cada vez menos casos de assédio e discriminação, o que significa um ambiente de trabalho mais saudável para todos. E que isso seja refletido também em números, em reputação institucional e em cuidado”, afirmou a diretora de Administração, Ana Cristina Santiago.
A secretária de Governança dos Conselhos, Rejane Pitanga, ressaltou que o Programa representa um passo importante no enfrentamento de problemas estruturais presentes nas relações de trabalho e na sociedade. Segundo ela, a iniciativa exige firmeza institucional para tratar de temas sensíveis. “É uma ação de muita coragem, porque enfrenta problemas que ainda fazem parte do mundo do trabalho e da nossa sociedade, como o assédio moral, o assédio sexual e as diferentes formas de discriminação.”
Durante sua fala, ela também chamou atenção para a dimensão de gênero nas situações de violência e assédio. “Hoje as mulheres representam cerca de 67% do quadro e sabemos que elas estão entre as principais vítimas dessas situações”, pontuou. Rejane contextualizou o debate lembrando avanços importantes na legislação brasileira, como a criação da Lei Maria da Penha, sancionada em 2006. “Foi um grande avanço, porque tirou a violência do espaço privado e levou o tema para o debate público, encorajando mulheres a denunciar.”
Também foi destacada a necessidade de discutir outras formas de discriminação presentes na sociedade. “Precisamos falar sobre discriminação racial e sobre o preconceito contra a população LGBTQIA+, temas que ainda exigem atenção e enfrentamento.”
Rejane explicou que o programa foi construído de forma coletiva e contou com participação de diferentes áreas da instituição. “Foi um trabalho desenvolvido ao longo de quatro meses de debates, com apoio de um comitê e de consultoria especializada, envolvendo áreas como gestão de pessoas, ouvidoria, jurídico, riscos e a comissão de ética.”
Na mesma tônica, Juliana Brasil, presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio (Cipa), acrescentou que a realização do curso específico para gestores representa uma conquista importante. Segundo ela, a iniciativa reflete o diálogo e a sensibilidade da instituição em acolher a demanda apresentada. “O curso destinado aos gestores foi uma conquista da Cipa e demonstra a sensibilidade de todos em atender ao pleito da comissão.”
O gerente de Advocacia Judicial Eduardo da Silva Cavalcante salientou que o Programa representa um marco para a Geap ao promover uma mudança de cultura. Segundo ele, além de conscientizar os colaboradores por meio de treinamentos e palestras, a iniciativa também fortalece os mecanismos de denúncia e responsabilização. “A proposta é educar, prevenir e, quando necessário, apurar e punir condutas inadequadas”, afirmou. Ele também ressaltou que, quando essas práticas são comprovadas na Justiça do Trabalho, a instituição pode buscar responsabilização regressiva do autor do ato.
Para a analista de Riscos e Governança, Sandra Silva, a iniciativa foi construída de maneira assertiva. “Foi um encontro muito esclarecedor, conduzido de forma humanizada, mas ao mesmo tempo técnica e profissional. Foi uma experiência muito positiva.”
Por fim, Ewerton Adriano, da Assessoria de Inovação e Estratégia, ressaltou que o envolvimento de todos os níveis hierárquicos fortalece a iniciativa. “Quando a alta gestão participa e dá o exemplo, isso ajuda a disseminar a consciência sobre o tema em toda a organização”, concluiu.





























