Em parceria com a GEAP, Correio Braziliense promove debate “O Brasil pelas Mulheres” – Geap Saúde

Em parceria com a GEAP, Correio Braziliense promove debate “O Brasil pelas Mulheres”

Nesta quinta-feira, dia 26, foi promovido o debate “O Brasil para Mulheres, proteção a todo tempo”, uma iniciativa do jornal Correio Braziliense, que contou com o apoio da Geap Saúde para promover um diálogo sobre segurança, dignidade e enfrentamento à violência de gênero no país. Na abertura, o presidente da Operadora, Douglas Figueredo, conclamou as autoridades a olharem também para o setor privado para criar leis que exijam o olhar da equidade.

Ele citou como exemplo a própria política de gestão da Operadora, a única do país em que 50% dos cargos de gestão são ocupados por mulheres: “Na Geap assumimos isso como bandeira, porque quando entramos havia 28% de mulheres em cargos de gestão, mas 67% na parte operacional e estabelecemos como meta atingir a equidade que defendemos”, afirmou.

Para isso, entende ele, é preciso dar às mulheres condições para exercerem plenamente seus potenciais. Ele citou entre os desafios que a operadora enfrentou a extensão da estabilidade da licença-maternidade de seis meses para um ano, que foi concedida pela Geap às mães gestantes. “Muitos disseram que teríamos prejuízo, pelo contrário, o fator humano quando valorizado faz com que as coisas acelerem porque há gratidão com a empresa”, afirmou. Douglas citou ainda como benefícios oferecidos pela operadora a oferta do teste Oncotype, que pode evitar que a mulher faça quimioterapias desnecessárias, além da oferta do contraceptivo Implanon, uma iniciativa pioneira da Geap que recentemente foi encampada pelo Sistema Único de Saúde.

A ministra do Tribunal Superior do Trabalho, Maria Cristina Peduzzi, ressaltou que apesar dos avanços conquistados, há ainda muito a construir e citou a disparidade salarial, a sub-representação das mulheres em cargos de liderança e o assédio moral e sexual: “É fundamental que cada um de nós, dentro das nossas esferas de atuação e influência trabalhe para criar um ambiente justo e igual”, afirmou.

A vice-governadora Celina Leão (PL-DF) chamou atenção para a necessidade de investimento para implementar as políticas públicas destinadas às mulheres: “Sem investimento financeiro ficamos no discurso sem ação, uma luta de bandeira, sem eficácia. A internet, sem uma legislação mais dura para proteção para mulheres, virou palco de agressão e já comentei o nível de agressão que as duas primeiras-damas, a anterior e a atual, estão recebendo essa semana. Ainda é muito longe de política ideológica, é massacre a mulheres que estão em posição de poder, sejam elas de qualquer partido que seja, isso é nocivo, é letal”, afirmou.

A deputada Doutora Jane (Republicanos -DF) disse que os debates promovidos nessa área são muito importantes porque todos os que têm responsabilidade de fazer cessar a violência saem mais fortalecidos para a luta: “Às vezes uma mulher demora anos para ter coragem de buscar a primeira ajuda e não recebe acolhimento nas delegacias, falha o estado. Ela volta e sem condições de se sustentar. O segundo problema é a omissão das famílias, dos colegas, da escola, do vizinho, e que pensam que violência doméstica é problema de casal, é crime e tem que ser punido. O terceiro tripé o machismo entranhado nas nossas veias”, afirma.

A deputada distrital Paula Belmonte (Cidadania -DF) procuradora especial da mulher da Câmara Legislativa do DF, salientou a importância de que o debate não fique circunscrito aos “convertidos”, ou seja, aqueles que já sabem do problema porque atuam com ele, mas furar a bolha e falar para toda a sociedade.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que também participou da abertura, ressaltou que toda a sociedade precisa se perguntar por que apesar de termos as legislações mais avançadas de proteção às mulheres – como a Lei Maria da Penha – ao mesmo tempo somos o quinto país que mais mata mulheres no mundo. “Que nação é esta? Por que não avançamos? Pelo contrário, a idade das vítimas está diminuindo para 15 anos de idade e do agressor diminuindo para 16 anos de idade. Todos nós sentimos uma impotência, mas é preciso refletir muito para mudar”, ressaltou ela.


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