Outubro Rosa: beneficiária Heloisa, o casamento e a superação – Geap Saúde

Outubro Rosa: beneficiária Heloisa, o casamento e a superação

De raízes cearenses, a beneficiária Heloisa Lima tem na família suporte e acolhimento permanentes durante o tratamento do câncer de mama. Aos 52 anos, ela segue em acompanhamento por ter sido diagnosticada com um tipo oculto da doença, na axila. Ela é um caso de superação. Conheça detalhes da história, contada por ela, em entrevista para a equipe de comunicação da Geap Saúde.

O marido, a filha, a mãe, o pai, a irmã, a sobrinha, a sogra, a cunhada, as tias e as primas. Por todos os lados da família, não falta demonstração de cuidado nos relatos da beneficiária Heloisa Lima, sobre o seu tratamento do câncer, descoberto em 2018. “Mãe, a gente está com a senhora”, “filha, você vai dar conta”, “a gente está em oração” foram palavras de força que ela ouviu dos parentes e que fizeram a diferença para o alcance da superação de cada fase. Mas é com o trecho “ele sempre esteve do meu lado”, quando Heloisa se refere ao marido, que destacamos o companheirismo como fator determinante para uma boa recuperação do câncer.

É comum que muitas mulheres comentem sobre o relacionamento amoroso, durante o período delicado de um tratamento de câncer, especialmente o que atinge as mamas. Por motivos particulares, em alguns casos, os laços afetivos enfraquecem, já em outros, se fortalecem, como no de Heloisa e o seu marido. Ela conta: “você ver que a pessoa que a vida inteira esteve do seu lado está ali, naquele momento, é um apoio. O que aconteceu comigo e meu esposo eu nem esperava. Ele falava ‘nunca fui carinhoso, porque nunca recebi isso dos meus pais’ e me deixava na porta do consultório, me beijava e me abraçava, tinha gestos assim, que me preencheram. Tive uma ligação muito forte com meu esposo e minha filha e essa questão do relacionamento tem que ser dez, porque é um momento difícil. Eu fazia questão”. “A enfermidade não me trouxe só tristezas. Pude ver outras coisas, ver o acolhimento da minha família e do meu esposo. Vi muitas colegas ficarem separadas, durante o tratamento. O marido larga, abandona, e eu não tive isso”, Heloisa conclui.

As demonstrações de afeto não se restringiram à casa dela. Em Fortaleza (CE), a família de Heloisa providenciou uma surpresa que a deixou ainda mais fortalecida. Emocionada, ela lembra da ocasião durante a entrevista: “a minha família fez um evento. Estavam minhas primas e tias todas. Foi muito amor, muito amor. Fizeram uma camiseta com foto minha antes e durante o tratamento. Aquilo mexeu comigo”. “Foi boa essa parte, porque você sabe que é amada. Às vezes, a correria do dia a dia não te deixa perceber quantas pessoas gostam de verdade de você e que você não está sozinha. Então, para mim, foi primordial. Me senti muito acolhida”, declarou.

“E eu fui me fortalecendo com pensamento positivo”, a beneficiária continua, lembrando que, dentro do tratamento, também fez terapia com uma psicóloga que incentivava o pensamento nas pessoas ao redor como algo positivo, entre outras práticas. Heloisa, que é formada em Psicologia e servidora pública, contou detalhes, ainda, sobre o serviço prestado pelo plano de saúde. “Não tive problema nenhum com a Geap durante esse tratamento. Estou completando três anos e tomo quimioterápico. Me senti segura dos dois lados, tanto da equipe médica, como do meu convênio. Foi fundamental, porque não me senti desamparada. Paguei a vida inteira pensando em ter a minha filha, que, hoje, tem 24 anos, mas me serviu de uma forma com cobertura total. Me deu segurança. Eu falava assim: ‘se precisar de alguma coisa, o meu convênio vai estar aí para abrir portas’”, contou.

Para ela, que encheu os olhos de lágrimas diversas vezes durante o relato às jornalistas da Geap, a emoção é pela vitória sobre a doença. “Penso assim: quando você fala sobre a enfermidade a qual eu passei, se não chorar é porque a cicatriz fechou. E, hoje, eu choro, mas de alegria, por ter superado. Durante o tratamento, me senti fragilizada e pensei muitas vezes que não ia dar conta”, esclarece. Atualmente, Heloisa Lima passa apenas por avaliação médica em período trimestral. “O tratamento eu já terminei, mas, por ter sido um câncer agressivo, a mastologista e a oncologista preferiram me acompanhar um pouco mais de perto”, ela explica.

“Hoje, eu vou fazer meus exames, cria-se aquela ansiedade e eu falo: ‘esse é um exame de cura e libertação pelo que passei’. Não penso mais ‘esse vai dar ruim’. E vida que segue. A gente tenta tocar da melhor forma, viver coisas que não viveu e aproveitar ao máximo”, ela arremata, se utilizando da fé, por ser de uma família tradicionalmente católica. “Sou devota de Nossa Senhora e me dediquei muito ao terço. Clamava todo dia ao Senhor: ‘que os raios da tua misericórdia possam me alcançar e que eu seja curada”, Heloisa encerra o compartilhamento da sua história esperando que a mensagem possa chegar a muitas outras pessoas necessitadas.

MENSAGEM PARA AS MULHERES

“Pensem sempre positivo. Fácil não é. A caminhada é longa. É um tratamento bem demorado, dependendo do diagnóstico e do desenrolar. Mas não desistam, não desistam nunca. Que consigam adquirir confiança na equipe médica e no plano de saúde, porque é muito importante. Que o amor é fundamental também. E muita fé, porque move montanhas e a gente recebe tantas bênçãos que não espera! Que sejam acolhidas pela família, se sintam acolhidas, se deixem se sentir acolhidas, então abram o coração”, Heloisa deixa uma mensagem para as mulheres leitoras da entrevista. E conclui: “é um momento também de extravasar. Chorei muitas vezes mesmo. A gente perde o chão, mas depois começa a firmar de novo, a se sentir em pé. Então eu acho que é isso: continuar”.

ENTENDA O CASO DELA

Em outubro de 2017, Heloisa fez um check-up e obteve todos os resultados normais. Na ocasião, entre outros exames, fez mamografia e ultrassonografia de mama. Em janeiro do ano seguinte, ao tomar banho e apalpar-se, sentiu um nódulo abaixo da axila e resolveu procurar atendimento médico. O diagnóstico veio quando foi solicitada uma ressonância com contraste. “Eu tinha sido diagnosticada com câncer de mama HER-2 positivo, já bem avançado. Tive, na verdade, um câncer oculto da mama, não tive na mama, ele irradiou para a axila e se desenvolveu lá”, explica a beneficiária. Em 2019, ela terminou as sessões de quimioterapia iniciadas no mês de abril, após o diagnóstico, e fez a cirurgia necessária. “Eu fiz uma mastectomia total na mama esquerda, e parcial na direita. E tive que fazer o esvaziamento axilar”, detalhou.

PARTICIPAÇÃO NA CAMPANHA

“Me senti tão honrada. Nunca pensei que pudesse falar disso. Sempre tenho vontade de ir no meu trabalho para promover o Outubro Rosa, porque acho muito importante. Deveria existir o ano inteiro. Fiquei muito feliz de representar e mostrar que a gente passa por isso, mas tem que continuar firme e forte e é muito importante transmitir que o câncer não é esse monstro que fazem. Minha gratidão pela Geap ter me chamado. Espero ter cooperado. Foi muito bom, foi gratificante. Vai ficar marcado para a minha vida”, Heloisa considera.

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