Ao participar no último dia 24 do painel “O Futuro das Autogestões”, no 5º Fórum UNIDAS-DF – Inovação em Saúde, o diretor-presidente da GEAP Saúde, Douglas Figueredo, avaliou que o próximo quadriênio será mais estabilizado e, a partir de algumas medidas da Agência Nacional de Saúde, as autogestões terão uma oportunidade extraordinária de turbinar a carteira, e, portanto, aumentar a receita e melhorar o perfil etário do beneficiário.
Ele analisou o cenário de 2019 a 2030, que na sua opinião podem ser divididos em três períodos de quatro anos. De 2019 a 2022 houve um momento de estabilidade na carteira, uma gestão sem muitas mudanças para as autogestões. De 2023 a 2026, de pós-Covid, houve um grande o impacto da elevação dos sinistros devido à demanda represada de consultas e procedimentos causado pela pandemia.
“Em maio de 23, com a decretação do fim da Covid, o idoso foi fazer sua consulta rotineira, a avaliação da sua cirurgia que estava na gaveta pelo risco de perder sua vida. Então, esse período 23/26, na minha leitura, talvez tenha sido um dos piores períodos para as autogestões em medir ou prever a elevação do seu sinistro, e por isso penso que talvez o pior já tenha passado”, afirmou ele.
Douglas destacou que, com a resolução 649, a ANS se preocupou em instrumentalizar as autogestões, lhes dar uma oportunidade de mais carteiras, mais receita e de aprimorar as gestões. “Se nós não captarmos a importância da estratégia, das oportunidades e o formato em que a Agência está nos oportunizando mudanças, nós nos perderemos”, afirma o gestor.
Experiência e coragem
Ao avaliar o cenário crítico de 23 a 26, a decisão da Geap foi de tentar reduzir as ameaças. “A previsão do faturamento das diárias de saúde em 2023, quando chegamos na Geap, era de R$ 3,2 bi e em 2025 nós faturamos R$ 5,8 bi. Se não tivéssemos faturado R$ 5,8 bi, teríamos queimado R$ 2 bi de reservas e a operadora teria falido, quebrado. Não tinha outra saída, era buscar crescer a carteira e esperar o impacto que viria com a possível elevação de custos – então, a provocação da lógica de estratégia é observar sobre todos os cenários, porque a partir daí se advém toda a gestão” afirmou.
Nesse percurso de gestão, ressaltou, a Operadora foi obrigada a enfrentar alguns grandes grupos a partir do custo, mudanças e iniciativas para repaginar e reorganizar a rede. “Nós tivemos coragem, e nós todos, autogestões, precisamos ter coragem de nos apresentar como opção regulatória do setor e de enfrentar também os nossos, vamos dizer, vilões, para empreender uma agenda positiva, já que temos muitas oportunidades nesse próximo quadriênio” finalizou.





